Aneel barra renovação antecipada da Enel no Ceará

Aneel barra renovação antecipada da Enel no Ceará Aneel barra renovação antecipada da Enel no Ceará
As falhas da Enel no Ceará soma milhões em calote de multas e prejuizos a população cearense.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu não recomendar ao Ministério de Minas e Energia (MME) a prorrogação antecipada do contrato de concessão da Enel Distribuição Ceará. A agência tomou a decisão após constatar que a empresa não cumpriu critérios essenciais de eficiência, sobretudo na continuidade do fornecimento de energia no estado.

O presidente da Aneel, Sandoval de Araújo Feitosa Neto, assinou o despacho que oficializou o posicionamento. Além disso, o documento aponta falhas recorrentes na prestação do serviço, problema que, ao longo dos últimos anos, motivou milhares de reclamações de consumidores cearenses.

Contrato e histórico de problemas

O despacho analisa o Contrato de Concessão nº 001/1998, firmado originalmente pela Companhia Energética do Ceará (Coelce), hoje Enel CE. Desde então, especialmente nos últimos anos, a distribuidora acumulou críticas, enfrentou longas interrupções no fornecimento e recebeu questionamentos constantes de usuários, prefeitos e parlamentares.

Portanto, diante desse histórico, a Aneel avaliou que a concessionária não demonstrou capacidade técnica suficiente para justificar a renovação antecipada do contrato.

Base legal da decisão

A agência fundamentou a análise no Decreto nº 12.068/2024, que define critérios objetivos para a prorrogação de concessões no setor elétrico. Conforme o despacho, a Enel Ceará descumpriu o critério de eficiência da continuidade do serviço, previsto no § 7º do art. 2º do decreto.

Além disso, o texto destaca que a empresa não atendeu aos requisitos exigidos por lei, o que, na prática, impede a recomendação favorável à renovação, conforme o inciso I do § 1º do mesmo artigo.

Impacto e repercussão

A decisão da Aneel abre espaço para mudanças profundas na distribuição de energia no Ceará. Afinal, a Enel atende cerca de 3,9 milhões de unidades consumidoras, o que torna qualquer alteração no contrato estratégica e sensível.

Por isso, no setor elétrico, especialistas já avaliam cenários como relicitação da concessão ou reestruturação do modelo de prestação do serviço. Enquanto isso, cresce a expectativa por uma solução que garanta mais estabilidade, rapidez no atendimento e menor número de apagões.

O que vem agora

A partir de agora, o Ministério de Minas e Energia analisará o posicionamento da Aneel e decidirá se acata a recomendação. Caso o governo federal confirme a negativa, iniciará estudos técnicos para definir o processo de transição e assegurar a continuidade do serviço no estado.

Até o momento, a Enel Ceará não se pronunciou oficialmente sobre a decisão.

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