Moraes autoriza prisão domiciliar para Augusto Heleno

Moraes autoriza prisão domiciliar para Augusto Heleno Moraes autoriza prisão domiciliar para Augusto Heleno
General Augusto Heleno foi condenado por tentativa de gope de estado.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (22) a prisão domiciliar humanitária do general da reserva Augusto Heleno Ribeiro, condenado a 21 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado que ameaçou a democracia brasileira entre o fim de 2022 e o início de 2023.

A decisão ocorreu após perícia da Polícia Federal, que apontou que Heleno apresenta quadro de demência em estágio inicial. Embora o laudo indique que o condenado mantenha autonomia na maior parte das atividades, o ministro considerou que a idade avançada, somada aos efeitos do regime carcerário, pode acelerar a evolução da doença. Por isso, Moraes optou por permitir o cumprimento da pena em casa, desde que o general siga regras rigorosas.

Medidas restritivas impõem controle rigoroso

No entanto, a autorização não representa liberdade plena. Pelo contrário, a decisão impõe uma série de restrições severas. Entre elas, o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, a entrega de todos os passaportes e a suspensão imediata de qualquer documento ligado à posse ou ao porte de armas de fogo.

Além disso, Moraes proibiu o uso de celulares, telefones fixos, computadores e qualquer outro meio de comunicação. Da mesma forma, o acesso a redes sociais ficou totalmente vetado, justamente para evitar qualquer tipo de articulação externa.

Visitas limitadas e previamente autorizadas

Da mesma forma, o ministro limitou as visitas. Apenas advogados formalmente constituídos, profissionais de saúde e familiares previamente autorizados poderão entrar na residência. Assim, o STF busca garantir o acompanhamento médico e, ao mesmo tempo, impedir contatos indevidos.

Sem data definida para saída do quartel

Por enquanto, não há data confirmada para que Augusto Heleno deixe o Comando Militar do Planalto, no Setor Militar Urbano, em Brasília, onde cumpre pena atualmente. Entretanto, a expectativa é que a transferência ocorra após o cumprimento de todos os trâmites administrativos e de segurança.

Enquanto isso, o caso segue como um dos mais emblemáticos dos desdobramentos judiciais relacionados à tentativa de ruptura institucional no país.

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